Ao ler livros de ex-gagos, sugiro que se interprete como o caminho que o autor seguiu. Isto é, seria preciso adaptar os exercícios do autor para o caso do leitor. P.ex., muita gente desiste de ler Terapia Global da Gagueira quando o autor ensina como relaxar certa parte do corpo. Parece ridículo e é mesmo. Mas um colega já me disse que tem a mesma manifestação corporal. Acontece que cada gago deve ter manifestações corporais diferentes e suponho que todas sejam decorrentes do bloqueio de cordas vocais. Fazemos errado. Ao invés de tentar relaxar a garganta, nós gagos fazemos movimentos corporais na tentativa de fazer a fala sair. Estamos condicionados a isso desde crianças.
Seria preciso analisar quais manifestações corporais o gago tem. E tentar encontrar seu próprio caminho, que necessariamente será diferente de todos porque seu histórico social é necessariamente diferente.
Mas suponho que em todos os livros tenha o seguinte: exponha-se paulatinamente a situações de medo e aceite sua forma de falar, i.e pare de tentar esconder que é gago, pare de ter vergonha disso.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Medo de falar
Suponho que os movimentos musculares são uma tentativa ERRADA de fazer a fala sair porque o gago não percebe que está com as cordas vocais enrijecidas. Sua atenção está toda na poluição mental que é a gagueira (controle da fala, antecipação), no que dirá, na reação do ouvinte (compaixão, angústia, frustração). Todo o processo que tentei explicar nas postagens anteriores. Suponho que o bloqueio das cordas vocais seja a certeza da gagueira em determinado som (prever a gagueira), i.e o MEDO de o gago revelar-se gago, e a vergonha de ser gago, que vem das lembranças de tantas situações frustrantes de deboche, arremedo, ridicularizações (problema social internalizado: psicossocial). Assim, o controle da fala (tentar controlar o espontâneo: antecipação) e o MEDO de passar por novas situações frustrantes andam lado a lado. Pensei o que vem antes, o medo ou a tentativa de controlar a fala. O Wladimir escreveu que o medo é produto dessa tentativa. Suponho o seguinte:
não confiar na capacidade de falar => vergonha de revelar que é gago => medo de falar => tentar controlar o que deve ser espontâneo => controlar a fala => antecipação => prever com exatidão onde ocorrerá a gagueira => certeza dos bloqueios => bloqueio de cordas vocais => movimentos corporais.
Acontece que somente após muita atenção à minha fala pude perceber essas ocasiões. Pois (não só) isso tudo acontece na velocidade de um pensamento e pode ser imperceptível se não se prestar muita atenção. Isso se torna um círculo vicioso que se auto-alimenta (tem muito mais coisas importantes que alimentam esse círculo vicioso). Em minha opinião, a quantidade de incógnitas é tão grande que o gago não consegue perceber nem distinguir. Mas após entender o problema dentro de uma lógica, possibilita-se trilhar um determinado caminho.
Suponho que há um comando inconsciente de fechar as cordas vocais por causa do medo. É esse medo (comando inconsciente) que faz descarregar hormônios e elementos químicos percebidos nos gagos. Assim, os aspectos neurológicos seriam decorrentes dos aspectos biopsicossociais. Diversas situações frustrantes traumatizaram o gago e o medo o protegeu. Friedman não explicou exatamente esse o medo nem o Wladimir o comentou no blog dele. Mas ela fez o doutorado em Psicologia Social. Ela avaliou que o conflito falar x calar de fróid, aproximação x evitação, o desejo x fuga é o desejo de falar x medo de gaguejar. Isso explica tudo para quem consegue alcançar essa idéia. Pra mim, isso tem tudo a ver. Grosso modo, é a visão da Psicologia/Psicanálise de autores como Roberta Kelly na visão dialético-histórico.
não confiar na capacidade de falar => vergonha de revelar que é gago => medo de falar => tentar controlar o que deve ser espontâneo => controlar a fala => antecipação => prever com exatidão onde ocorrerá a gagueira => certeza dos bloqueios => bloqueio de cordas vocais => movimentos corporais.
Acontece que somente após muita atenção à minha fala pude perceber essas ocasiões. Pois (não só) isso tudo acontece na velocidade de um pensamento e pode ser imperceptível se não se prestar muita atenção. Isso se torna um círculo vicioso que se auto-alimenta (tem muito mais coisas importantes que alimentam esse círculo vicioso). Em minha opinião, a quantidade de incógnitas é tão grande que o gago não consegue perceber nem distinguir. Mas após entender o problema dentro de uma lógica, possibilita-se trilhar um determinado caminho.
Suponho que há um comando inconsciente de fechar as cordas vocais por causa do medo. É esse medo (comando inconsciente) que faz descarregar hormônios e elementos químicos percebidos nos gagos. Assim, os aspectos neurológicos seriam decorrentes dos aspectos biopsicossociais. Diversas situações frustrantes traumatizaram o gago e o medo o protegeu. Friedman não explicou exatamente esse o medo nem o Wladimir o comentou no blog dele. Mas ela fez o doutorado em Psicologia Social. Ela avaliou que o conflito falar x calar de fróid, aproximação x evitação, o desejo x fuga é o desejo de falar x medo de gaguejar. Isso explica tudo para quem consegue alcançar essa idéia. Pra mim, isso tem tudo a ver. Grosso modo, é a visão da Psicologia/Psicanálise de autores como Roberta Kelly na visão dialético-histórico.
TOC e gagueira?
Moura, muito pertinente seu comentário. Obrigado.
Esse é um pensamento de muitos gagos. Por exemplo, no Orkut há uma comunidade com quase três mil gagos e lá se discute isso. Há gagos que confundem TOC, asma, pesadelo, sexualidade, ser canhoto e muitas outras coisas com gagueira. Penso que fazer terapia é uma ótima opção para auto-conhecimento e assim poder distinguir as coisas. O terapeuta não saberá o que é gagueira nem como tratá-la, mas quando o gago tratar especificamente a gagueira, conseguirá não se confundir com outras coisas.
Suponho que os sons com crenças enraizadas tão comuns no discurso dos gagos são decorrentes de sucessivos traumas em seus históricos sociais, que por sua vez é uma das causas da gagueira. Penso que não são TOC e que os movimentos corporais são decorrentes da tentativa errada de desbloquear as cordas vocais.
Posso continuar a conversar sobre gagueira contigo? Espero seus comentários.
“Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes”, Gurdjief
Esse é um pensamento de muitos gagos. Por exemplo, no Orkut há uma comunidade com quase três mil gagos e lá se discute isso. Há gagos que confundem TOC, asma, pesadelo, sexualidade, ser canhoto e muitas outras coisas com gagueira. Penso que fazer terapia é uma ótima opção para auto-conhecimento e assim poder distinguir as coisas. O terapeuta não saberá o que é gagueira nem como tratá-la, mas quando o gago tratar especificamente a gagueira, conseguirá não se confundir com outras coisas.
Suponho que os sons com crenças enraizadas tão comuns no discurso dos gagos são decorrentes de sucessivos traumas em seus históricos sociais, que por sua vez é uma das causas da gagueira. Penso que não são TOC e que os movimentos corporais são decorrentes da tentativa errada de desbloquear as cordas vocais.
Posso continuar a conversar sobre gagueira contigo? Espero seus comentários.
“Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes”, Gurdjief
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Conscientização
Muitos colegas gagos me perguntam como tratar a ridicularização e o deboche dos outros.
"Na época do Império Romano, os gagos eram exibidos em jaulas e forçados a falar para diversão dos espectadores. Hoje, muito mais civilizados, rimos deles nas histórias em quadrinhos, no cinema, no rádio e na TV". Com essa observação, o médico Charles Van Riper identificou, o que ainda hoje, em pleno século XXI, representa um grande obstáculo nos tratamentos da gagueira: o desrespeito com quem tem o problema.
Após esse texto, uma pessoa fluente comentou que então era pra eu ser comediante. Respondi da seguinte forma:
Oi XXX, Tudo bem? Que bom que te faço rir com algo que sempre me trouxe tanta angustia e que ainda sofro. Imagina se você soubesse tudo que tem para dizer, mas não consegue. Os sons saíssem truncados e com movimentos corporais bizarros. E se na sua vida inteira (infância, adolescência e vida adulta) todos rissem, debochassem e ridicularizassem por causa disso? Você riria de si mesmo? Você ridicularizaria a si mesmo? Você debocharia de si mesmo? É que na mídia, o gago sempre é idiotizado, nas novelas, por humoristas, etc. É sempre motivo de ridicularização. Bom se eu conseguisse rir da minha da mesma forma que você ri. Mas sabe, ainda não consigo. São milhões com esse problema no mundo. Pessoalmente, encontro-me freqüentemente com uns 40 gagos. Nos vários fóruns virtuais pelo mundo, tenho contado com mais de mil. Os sofrimentos são da seguinte forma: vergonha, culpa por não conseguir fazer algo tão “fácil” como falar, sentimento de inferioridade, baixa auto-estima, angústia, frustração, embaraço, constragimento, amargura. Já conversei com gagos que pensaram em suicídio. Outras pensaram em cortar a língua para “acabar” com a agonia. Wendell Johson (1946, p.458) definiu assim o problema: “Se você nunca foi gago não pode ter a mais remota idéia do misterioso poder de desaprovação da sociedade para com isso a que chamam de gagueira. É talvez uma das influências sociais mais desmoralizantes, perplexificantes e aterradorasde nossa cultura”. Sei que suas palavras não foram por mal. Foi por pura ignorância mesmo, i.e. falta de informação. E é por causa disso que iniciei o blog. Vamos conversar sobre gagueira? Gosto de ti. É que você perceberá a seriedade que trato o assunto. Você me conhece e sabe que sou gago de fala, mas não de cérebro. Fica com Deus.
E tive uma resposta muito educada com um singelo pedido (aceito!) de desculpas.
Tudo bem! A gente precisa é de mais informação :)
Lembro que não é uma característica. É um problema que merece atenção e tentativa de superação.
"Na época do Império Romano, os gagos eram exibidos em jaulas e forçados a falar para diversão dos espectadores. Hoje, muito mais civilizados, rimos deles nas histórias em quadrinhos, no cinema, no rádio e na TV". Com essa observação, o médico Charles Van Riper identificou, o que ainda hoje, em pleno século XXI, representa um grande obstáculo nos tratamentos da gagueira: o desrespeito com quem tem o problema.
Após esse texto, uma pessoa fluente comentou que então era pra eu ser comediante. Respondi da seguinte forma:
Oi XXX, Tudo bem? Que bom que te faço rir com algo que sempre me trouxe tanta angustia e que ainda sofro. Imagina se você soubesse tudo que tem para dizer, mas não consegue. Os sons saíssem truncados e com movimentos corporais bizarros. E se na sua vida inteira (infância, adolescência e vida adulta) todos rissem, debochassem e ridicularizassem por causa disso? Você riria de si mesmo? Você ridicularizaria a si mesmo? Você debocharia de si mesmo? É que na mídia, o gago sempre é idiotizado, nas novelas, por humoristas, etc. É sempre motivo de ridicularização. Bom se eu conseguisse rir da minha da mesma forma que você ri. Mas sabe, ainda não consigo. São milhões com esse problema no mundo. Pessoalmente, encontro-me freqüentemente com uns 40 gagos. Nos vários fóruns virtuais pelo mundo, tenho contado com mais de mil. Os sofrimentos são da seguinte forma: vergonha, culpa por não conseguir fazer algo tão “fácil” como falar, sentimento de inferioridade, baixa auto-estima, angústia, frustração, embaraço, constragimento, amargura. Já conversei com gagos que pensaram em suicídio. Outras pensaram em cortar a língua para “acabar” com a agonia. Wendell Johson (1946, p.458) definiu assim o problema: “Se você nunca foi gago não pode ter a mais remota idéia do misterioso poder de desaprovação da sociedade para com isso a que chamam de gagueira. É talvez uma das influências sociais mais desmoralizantes, perplexificantes e aterradorasde nossa cultura”. Sei que suas palavras não foram por mal. Foi por pura ignorância mesmo, i.e. falta de informação. E é por causa disso que iniciei o blog. Vamos conversar sobre gagueira? Gosto de ti. É que você perceberá a seriedade que trato o assunto. Você me conhece e sabe que sou gago de fala, mas não de cérebro. Fica com Deus.
E tive uma resposta muito educada com um singelo pedido (aceito!) de desculpas.
Tudo bem! A gente precisa é de mais informação :)
Lembro que não é uma característica. É um problema que merece atenção e tentativa de superação.
Fluência e gagueira
Grosso modo, a fala para os fluentes se dá segundo o seguinte processo: Pensamento -> fala.
Para o gago é um pouquinho mais trabalhoso: Pensamento => desejo de falar => aproximação => não confiança na capacidade de falar => controlar a fala <=> tentar controlar o espontâneo <=> medo de falar <=> antecipar <=> esconder a gagueira <=> vergonha de gaguejar <=> auto-pressão para falar dependendo da situação segundo a subjetividade e história social <=> tentativa de fuga, i.e. de calar <=> evitação <=> ansiedade <=> nervosismo <=> sofrimento (angústia, frustração, amargura, culpa, sentimento de inferioridade, baixa auto-estima, constrangimento, embaraço) <=> tensão => bloqueio de cordas vocais => esforço para falar => movimentos corporais na tentativa de falar => gagueira.
Lembrando que esse turbilhão vai <=> e volta segundo a auto-pressão para falar dependendo da situação segundo a subjetividade e história social. Quem conseguiria falar bem assim?!
Assim, suponho que a antecipação seja um dos mecanismos para controlar a fala; que o medo é desencadeado pelas lembranças enraizadas de sons/situações que já me causaram vergonha; busco esconder a gagueira, que é a minha vergonha; entro no turbilhão (círculo é pouco) vicioso de não confiança na fala, vários tipos de sofrimento e bloqueios, em que se dá a gagueira. Ou seja, como conseqüências ocorrem os bloqueios.
Isso explicaria porque não tenho bloqueios em certas situações: p.ex., conversas com pessoas que não me sinto julgado. Nessas situações como estou completamente relaxado, entro num círculo virtuoso, pois a fluência traz mais fluência, tenho confiança na fala, não tenho medo, assim não há necessidade de antecipar (controlar), mesmo fonemas muito internalizados que tenho uma crença enraizada que gaguejo, eu 'nem lembro' e não gaguejo.
Nessa visão, ansiedade, medo, nervosismo, problemas emocionais e tantas outras descrições são produtos da gagueira e a intensificam.
Por essa visão, suponho que os bloqueios, repetições e prolongamentos de sons são manifestações da gagueira, bem como as manifestações corporais. Assim, tratar as manifestações, como faz a maioria das fonoaudiólogas, entendo que não é tratamento adequado e internaliza ainda mais a gagueira no indivíduo. Essas fonoaudiólogas deveriam repensar se o que fazem é trabalho, mesmo se suas intenções sejam boas, pois “de boas intenções o inferno está cheio”. Tentar controlar o que deve ser espontâneo (a fala) faz o gago internalizar ainda mais sua auto-imagem de mau falante.
Para o gago é um pouquinho mais trabalhoso: Pensamento => desejo de falar => aproximação => não confiança na capacidade de falar => controlar a fala <=> tentar controlar o espontâneo <=> medo de falar <=> antecipar <=> esconder a gagueira <=> vergonha de gaguejar <=> auto-pressão para falar dependendo da situação segundo a subjetividade e história social <=> tentativa de fuga, i.e. de calar <=> evitação <=> ansiedade <=> nervosismo <=> sofrimento (angústia, frustração, amargura, culpa, sentimento de inferioridade, baixa auto-estima, constrangimento, embaraço) <=> tensão => bloqueio de cordas vocais => esforço para falar => movimentos corporais na tentativa de falar => gagueira.
Lembrando que esse turbilhão vai <=> e volta segundo a auto-pressão para falar dependendo da situação segundo a subjetividade e história social. Quem conseguiria falar bem assim?!
Assim, suponho que a antecipação seja um dos mecanismos para controlar a fala; que o medo é desencadeado pelas lembranças enraizadas de sons/situações que já me causaram vergonha; busco esconder a gagueira, que é a minha vergonha; entro no turbilhão (círculo é pouco) vicioso de não confiança na fala, vários tipos de sofrimento e bloqueios, em que se dá a gagueira. Ou seja, como conseqüências ocorrem os bloqueios.
Isso explicaria porque não tenho bloqueios em certas situações: p.ex., conversas com pessoas que não me sinto julgado. Nessas situações como estou completamente relaxado, entro num círculo virtuoso, pois a fluência traz mais fluência, tenho confiança na fala, não tenho medo, assim não há necessidade de antecipar (controlar), mesmo fonemas muito internalizados que tenho uma crença enraizada que gaguejo, eu 'nem lembro' e não gaguejo.
Nessa visão, ansiedade, medo, nervosismo, problemas emocionais e tantas outras descrições são produtos da gagueira e a intensificam.
Por essa visão, suponho que os bloqueios, repetições e prolongamentos de sons são manifestações da gagueira, bem como as manifestações corporais. Assim, tratar as manifestações, como faz a maioria das fonoaudiólogas, entendo que não é tratamento adequado e internaliza ainda mais a gagueira no indivíduo. Essas fonoaudiólogas deveriam repensar se o que fazem é trabalho, mesmo se suas intenções sejam boas, pois “de boas intenções o inferno está cheio”. Tentar controlar o que deve ser espontâneo (a fala) faz o gago internalizar ainda mais sua auto-imagem de mau falante.
O que é a gagueira?
Seguindo a visão Dialético Histórica: "A gagueira é o efeito de uma forma de funcionamento subjetivo singular na produção de fala, derivada de uma imagem estigmatizada de si como falante". Suponho, porque o conhecimento se dá por conjecturas, que a antecipação seja um dos mecanismos para controlar a fala; que o medo é desencadeado pelas lembranças enraizadas de sons/situações que já me causaram vergonha; busco esconder a gagueira, que é a minha vergonha; entro no turbilhão vicioso de não confiança na fala, vários tipos de sofrimento e bloqueios, em que se dá a gagueira. Ou seja, como conseqüências ocorrem os bloqueios.
Isso explicaria por que tenho bloqueios em certas situações e noutras sou totalmente fluente: como conversas com pessoas que não me sinto julgado. Nessas situações como estou completamente relaxado, sem auto-pressão para falar, entro num círculo virtuoso, pois a fluência traz mais fluência, tenho confiança na fala, não tenho medo, assim não há necessidade de antecipar (controlar), mesmo fonemas muito internalizados que tenho uma crença enraizada que gaguejo, eu 'nem lembro' e não gaguejo.
Nessa visão, ansiedade, medo, nervosismo, problemas emocionais e tantas outras descrições são produtos da gagueira e a intensificam.
Por essa visão, suponho que os bloqueios, repetições e prolongamentos de sons são manifestações da gagueira, bem como os movimentos corporais. Assim, tratar as manifestações, como faz a maioria das fonoaudiólogas entendo que não é tratamento adequado e internaliza ainda mais a gagueira no indivíduo. Essas fonoaudiólogas poderiam repensar seus trabalhos. Mesmo que suas intenções sejam boas, “de boas intenções o inferno está cheio”.
Desta forma, o pior da gagueira é qualquer forma de sofrimento: angústia, frustração, amargura, culpa, sentimento de inferioridade, baixa auto-estima, vergonha, constrangimento, embaraço.
Isso explicaria por que tenho bloqueios em certas situações e noutras sou totalmente fluente: como conversas com pessoas que não me sinto julgado. Nessas situações como estou completamente relaxado, sem auto-pressão para falar, entro num círculo virtuoso, pois a fluência traz mais fluência, tenho confiança na fala, não tenho medo, assim não há necessidade de antecipar (controlar), mesmo fonemas muito internalizados que tenho uma crença enraizada que gaguejo, eu 'nem lembro' e não gaguejo.
Nessa visão, ansiedade, medo, nervosismo, problemas emocionais e tantas outras descrições são produtos da gagueira e a intensificam.
Por essa visão, suponho que os bloqueios, repetições e prolongamentos de sons são manifestações da gagueira, bem como os movimentos corporais. Assim, tratar as manifestações, como faz a maioria das fonoaudiólogas entendo que não é tratamento adequado e internaliza ainda mais a gagueira no indivíduo. Essas fonoaudiólogas poderiam repensar seus trabalhos. Mesmo que suas intenções sejam boas, “de boas intenções o inferno está cheio”.
Desta forma, o pior da gagueira é qualquer forma de sofrimento: angústia, frustração, amargura, culpa, sentimento de inferioridade, baixa auto-estima, vergonha, constrangimento, embaraço.
Outra adaptação de uma música de Bob brincando com minha gagueira
http://youtube.com/watch?v=GsVkV3AZqqI
Gago,
Get up, stand up: stand up for your rights! Levante-se, clame: clame por seus direitos!
Get up, stand up: stand up for your rights! Levante-se, clame: clame por seus direitos!
Get up, stand up: stand up for your rights! Levante-se, clame: clame por seus direitos!
Get up, stand up: dont give up the fight! Levante-se, clame: não desista da luta!
Preacherman, dont tell me, Especialista, não me diga
Heaven is under the earth. Que a gagueira tem solução num $$$aparelho$$$ nem num $$$comprimido$$$
I know you dont know. Eu sei que você não sabe
What life is really worth. O que realmente é a gagueira
Its not all that glitters is gold; Nem tudo que reluz é ouro $$$
all the story has never been told: toda a estória nunca foi contada…
So now you see the light, eh! Então agora você vê a luz, eh!
Stand up for your rights. come on! Levante-se por seus direitos. Venha!
Gago,
Get up, stand up: stand up for your rights! Levante-se, clame: clame por seus direitos.
Get up, stand up: dont give up the fight! Levante-se, clame: não desista da luta!
Get up, stand up: stand up for your rights! Levante-se, clame: clame por seus direitos.
Get up, stand up: dont give up the fight! Levante-se, clame: não desista da luta!
Most people think, Você vê que muitos gagos pensam
Great God will come from the skies, Que um comprimido ou aparelho qualquer os livrará da gagueira
Take away everything, Que levará embora toda a poluição mental
And make everybody feel high. E fará todos sentirem-se melhor
But if you know what life is worth, Mas se soubessem o quanto a fala e a vida são valiosas
You will look for yours on earth: Olhariam para suas vidas e suas falas agora
And now you see the light, E agora você vê a luz
You stand up for your rights. jah! Você clama por seus direitos! Deus!
Get up, stand up! (jah, jah!) Levante-se, clame! Deus, Deus!
Stand up for your rights! (oh-hoo!) Clame por seus direitos!
Get up, stand up! (get up, stand up!) Levante-se, clame! Levante-se, clame!
Dont give up the fight! (life is your right!) Não desista da luta! A fala é seu direito!
Get up, stand up! (so we cant give up the fight!) Levante-se, clame! Então nós não podemos desistir da luta!
Stand up for your rights! (lord, lord!) Levante-se por seus direitos! Deus, Deus!
Get up, stand up! (keep on struggling on!) Levante-se, clame! Mantenha-se na luta!
Dont give up the fight! (yeah!) Não desista da luta! É isso aí!
Especialista em gagueira-controle,
We sick an tired of-a your ism-skism game. Estamos cansados de seu jogo de palavras rebuscadas, dizendo que somos “leigos”
Dyin n goin to heaven in-a jesus name, lord. Doentes e seguindo para um caminho errado, Deus!
We know when we understand: Nós sabemos quando compreendemos
Almighty God is a living man. Deus está vivo
You can fool some people sometimes, Você consegue enganar algumas pessoas algumas vezes
But you cant fool all the people all the time. Mas você não consegue enganar todos todo o tempo
So now we see the light (what you gonna do? ), Então agora você vê a luz (o que vamos fazer?)
We gonna stand up for our rights! (yeah, yeah, yeah!) Devemos clamar por nossos direitos! É isso aí, é isso aí, é isso aí!
So you better: Gago, então é melhor você
Get up, stand up! (in the morning! git it up!) Levante-se, clame! De manhã! Incomode-as!
Stand up for your rights! (stand up for our rights!)
Get up, stand up!
Dont give up the fight! (dont give it up, dont give it up!)
Get up, stand up! (get up, stand up!)
Stand up for your rights! (get up, stand up!)
Get up, stand up! ( ... )
Dont give up the fight! (get up, stand up!)
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Stand up for your rights!
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Dont give up the fight! /fadeout/
Gago,
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